Medidas contra o Aquecimento Global
Em dezembro de 2010, a Conferência do Clima da ONU, reunida em Cancún-MÉXICO, recomendou medidas práticas que as pessoas podem tomar para reduzir o grave problema do Aquecimento Global. Entre essas medidas, está o banimento das lâmpadas incandescentes e sua substituição por novas tecnologias de iluminação.
Os especialistas da área demonstram que as lâmpadas de LED são bem mais eficientes do que as lâmpadas Incandescentes e as Fluorescentes.
As Lâmpadas de LED economizam até 87% de energia em relação às lâmpadas Incandescentes e até 45% em relação às Fluorescentes. Além disso, têm a vantagem sobre as Fluorescentes de não possuírem Mercúrio. Como sabemos esse metal causa diversos riscos à saúde, pois não sendo adequadamente descartadas, as lâmpadas contaminam o lençol freático poluindo o meio ambiente.
A substituição das lâmpadas incandescentes no Brasil por outras mais eficientes, como as lâmpadas de LED, evitaria o desperdício de mais de 21,4 TeraWatts-hora por ano.
Na América Latina, países como a Argentina e Venezuela já estão banindo o uso das lâmpadas incandescentes.
No Brasil há propostas do governo federal de banir a comercialização das lâmpadas incandescentes a partir de 2012.
O Mercúrio e as Lâmpadas Fluorescentes
Muitas vezes, quando a Tecnologia resolve um problema outros são criados. É o caso, por exemplo, das Lâmpadas Fluorescentes. Estas têm sido apontadas como possível solução para a redução do consumo de energia elétrica das lâmpadas incandescentes. De fato, considerando apenas este quesito, são inegáveis as vantagens desta tecnologia. No entanto, as Lâmpadas Fluorescentes trazem outro grave problema estrutural. Funcionam a base de Mercúrio que é considerado um dos metais mais danosos ao ser humano e ao meio ambiente: uma verdadeira Bomba-tóxica.
Diversas ONGs ambientalistas, nacionais e internacionais, sindicatos de trabalhadores, químicos e cidadãos estão promovendo campanhas informativas para a conscientização de todos a respeito dos graves malefícios provocados pela exposição ao mercúrio. Porém, poucas atitudes são tomadas.
A intoxicação por mercúrio, mesmo em doses leves, causa diversos problemas à saúde como, por exemplo: anemia, anorexia, depressão, dermatite, fadiga, dores de cabeça, hipertensão, torpor, irritabilidade, tremores, fraqueza, problemas de audição e visão.
A intoxicação mais severa pode levar a inúmeros problemas neurológicos graves, inclusive paralisias cerebrais.
Em alguns países da Europa existe a recomendação da não utilização deste tipo de produto em quartos de bebês e crianças, tal a gravidade e perigo que as lâmpadas fluorescentes representam.
Todos os anos mais de 100 milhões de Lâmpadas Fluorescentes são descartadas no Brasil e estima-se que mais de 90% desse descarte seja feito de maneira inadequada. O descarte adequado, assim como seu recolhimento, deve ser feito por empresas especializadas, que obrigam seus funcionários a trabalhar com máscaras e luvas especiais para evitar que entrem em contato com o mercúrio caso algum acidente ocorra. Jogado em lixões e depósitos abandonados, o venenoso mercúrio contamina o solo, o lençol freático e nossos preciosos reservatórios aqüíferos.
A solução mais sustentável para substituição das Lâmpadas incandescentes são as lâmpadas de LED. O LED é um Diodo semicondutor que, quando energizado, emite luz visível, por isso chama-se Diodo Emissor de Luz. Sua avançada tecnologia não utiliza metais pesados em sua composição e proporciona produtos sustentáveis.
Uirá Kayano Nóbrega
Arquiteto-urbanista, formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e com Pós-Graduação PROMINP / POLI-USP em Eficiência Energética e Sustentabilidade.